Acabamentos para Eficiência Mecânica

Os equipamentos e máquinas consistem em diversos componentes que necessitam ser produzidos. Com o avanço tecnológico, essas máquinas têm aprimorado a precisão dos ajustes entre as peças a serem conectadas, resultando em melhorias no acabamento superficial. As superfícies das peças apresentam irregularidades causadas por sulcos deixados por ferramentas durante o processo de fabricação, determinando assim a rugosidade superficial. A rugosidade é crucial quando há desgaste, atrito e corrosão entre as peças montadas.

No entanto, nas máquinas, encontramos elementos mecânicos básicos que obedecem às normas técnicas conhecidas como Elementos de Máquinas. Esses elementos incluem fixação, alinhamento e ajuste. Quando reunidos na máquina, são representados pelo desenho de conjunto, que ilustra a máquina ou estrutura montada, exibindo todas as peças individuais em suas posições funcionais.

ACABAMENTO SUPERFICIAL

O estado da superfície de uma peça é resultado do acabamento gerado por seu processo de fabricação. Diferentes tipos de superfície podem ser identificados nos processos de fabricação, como superfície bruta (não usinada, mas limpa), superfície desbastada (com sulcos visíveis), superfície acabada (sulcos pouco visíveis) e superfície polida (sulcos imperceptíveis, detectáveis apenas por instrumentos).

Nos desenhos técnicos, os tipos de superfície podem ser indicados por símbolos. Cada tipo de acabamento possui um valor de rugosidade associado, e a rugosidade, por sua vez, representa os erros microgeométricos nas superfícies das peças.

As irregularidades das superfícies são medidas por um aparelho chamado rugosímetro, capaz de medir a rugosidade em micrômetros (1 μm = 0,001 mm). A ABNT utiliza o desvio médio aritmético (Ra) para determinar os valores de rugosidade, representados por classes de rugosidade de N1 a N12.

Os desenhos podem apresentar símbolos específicos para indicar o acabamento superficial. Quando a simbologia não está indicada em uma superfície específica, o acabamento geral é informado na folha de desenho acima da legenda.

A simbologia deve ser indicada uma vez para cada superfície e, se possível, na vista que contém a cota ou representa a superfície.

ELEMENTOS DE FIXAÇÃO

Parafusos

Quando é necessária a união de peças, são utilizados elementos de fixação, como rebites, pinos, cavilhas, cupilhas, parafusos, porcas, arruelas, anéis elásticos e chavetas. Os parafusos, por exemplo, são empregados para unir peças de forma não permanente, permitindo a montagem e desmontagem fácil mediante aperto e desaperto.

Complementam os parafusos as porcas e arruelas, apresentando diversos tipos e formatos. Exemplos de tabelas de parafusos, como o Allen e o sextavado métrico.

ELEMENTOS DE GUIA

Pinos

Os pinos têm a função de unir peças articuladas, alinhando-as e garantindo o funcionamento do projeto. O pino guia paralelo é um elemento padronizado disponível em diversos diâmetros e comprimentos.

Contrapino ou Cupilha

O contrapino ou cupilha é uma haste ou arame com forma semelhante à de um meio cilindro, dobrado de modo a formar uma cabeça circular, apresentando duas pernas desiguais. Introduz-se o contrapino ou cupilha em um furo na extremidade de um pino ou parafuso com porca castelo. Suas pernas viradas para trás impedem a saída do pino ou da porca durante as vibrações das peças fixadas.

Chaveta

A chaveta conecta dois elementos mecânicos que giram, promovendo um arraste.

ELEMENTOS DE AJUSTE

Os rolamentos servem como suporte a eixos, reduzindo atrito e amortecendo choques ou vibrações. É crucial escolher o tipo de rolamento adequado, considerando os tipos de solicitações: radial, axial e combinada. Os rolamentos com carga radial, axial ou combinada. Além disso, os anéis elásticos são utilizados para fixar elementos móveis, como rolamentos.

DESENHO DE CONJUNTO

O desenho de conjunto orienta a montagem das peças, proporcionando uma visualização das posições e funcionamento no conjunto. As dimensões das peças não devem ser detalhadas no desenho de conjunto, exceto aquelas essenciais para a montagem. O desenho de conjunto deve representar todas as peças e elementos normalizados, acompanhado de uma lista indicando as quantidades, identificações, denominações e materiais utilizados.