Fundamentos e Práticas
Cada projeto de um produto específico é equipado com dimensões para garantir sua máxima eficiência e a capacidade de ser reproduzido tantas vezes quanto necessário. Ao abordarmos o conteúdo relacionado às grandezas e medidas com base nos objetos a serem desenhados, é essencial seguir as regras de cotagem apresentadas nos desenhos técnicos.
Através desse sistema de medição, é possível obter informações precisas sobre o tamanho e a proporção do projeto a ser executado, ou seja, sobre as dimensões exatas do objeto e de cada uma de suas partes. No desenho técnico, as dimensões do objeto devem ser indicadas na forma de medidas.
Sistemas de Cotagem
NBR 10126 – Cotagem em Desenho Técnico
Um desenho técnico sem cotas é inútil, pois as cotas determinam as dimensões das peças, incluindo espessura ou altura, largura, comprimento, diâmetros e comprimentos de eixos. As cotas consistem em linhas de chamada, linha de cota, setas e valores numéricos.
A principal função das cotas é fornecer de maneira precisa todas as dimensões das peças, como ângulos, comprimentos, larguras, diâmetros, raios, entre outros.
REGRAS DE COTAGEM
Linhas finas são usadas em linhas de chamada e cotas, evitando o contato direto com as linhas cheias de contorno das peças. As cotas devem ser finalizadas com setas. A atenção ao posicionar os valores das cotas é crucial, garantindo que o número esteja sempre acima da linha de cota. As cotas verticais devem ter os números à esquerda da linha.
Exemplos de cotagem incluem peças com furos, enfatizando a importância de localizar as cotas de centro da furação e dimensionar seus diâmetros.
SÍMBOLOS NA COTAGEM
Os desenhos frequentemente apresentam símbolos nas cotas. A tabela de símbolos comuns inclui exemplos como diâmetro para peças cilíndricas e símbolo quadrado para peças não cilíndricas com faces planas.
Exemplo a seguir:
POSIÇÃO DAS COTAS
Cotas devem ser colocadas na vista que melhor represente o elemento do objeto, evitando repetições em outras vistas. Evitar cotas dentro dos desenhos e alinhadas com outras linhas é crucial. Para definir um chanfro, são necessárias duas cotas indicando os comprimentos dos lados ou o comprimento associado a um ângulo.
Exemplo a seguir:
ESCALAS PARA DESENHOS
Existem quatro tipos de escalas: natural, ampliação, redução e ampliação com números reais nas cotas. A legenda do desenho deve indicar a escala utilizada.
Escala Natural: usada quando o desenho é feito no tamanho real da peça;
Escala de Ampliação: utilizada quando o desenho é feito em dimensões maiores que as medidas naturais, aplicada quando a peça é muito pequena;
Escala de Redução: empregada quando o desenho é feito em dimensões menores que as medidas naturais, aplicada quando a peça é muito grande;
Escala de Ampliação com Números Reais: nesta escala, os valores reais são colocados nos números das cotas.
Escala de Ampliação:
Exemplo a seguir:
- 2:1, 5:1, 10:1
- 20:1, 50:1
A norma ABNT recomenda escalas específicas para redução e ampliação. O desenho deve manter o mesmo ângulo em ambas as situações.
Exemplo a seguir:
Redução:
- 1:2, 1:5, 1:10
- 1:20, 1:50, 1:100
- 1:200, 1:500, 1:1000
- 1:2000, 1:5000, 1:10000
CONCLUSÃO
Essa exposição destaca a importância do sistema de cotagem e do uso de escalas na leitura e interpretação de desenhos técnicos. A experiência na fabricação de peças é crucial, e a presença de cotas no desenho elimina dúvidas na fabricação. A escala, que representa a relação entre o tamanho real da peça e as medidas do desenho, é essencial para uma representação precisa nos desenhos técnicos.

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